o que a linguagem tem a ver com a identidade? qual o papel da língua na formação de quem nós somos? como as palavras nos inserem na realidade? o que há de comum entre o mundo e o idioma que falamos? seria a gramática realmente justa e neutra?

por algum tempo considerei chamar este projeto de olhos e ouvidos de uma pessoa trans. é que já era familiar essa certa relutância em dizer o pronome correto, às vezes até para mim mesma. então programei uma espécie de espelho que ressaltasse os erros e a necessidade de corrigi-los para me sentir bem. queria mostrar o quão difícil parece ser acertar neste jogo. e talvez tenha sido aí que notei uma dinâmica de tempo real no impedimento de ser reconhecide como desejo ser.

para interagir, basta falar alguma coisa e ver o gênero de suas palavras inverter.